A MPB no divã

POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES (*)

Sandra de Sá, cantora de Vale Tudo, Olhos Coloridos e Joga Fora no Lixo, toma a palavra. Numa auto-avaliação sobre a turma a que pertence, molha a voz em choro: “Nossa classe parece o Brasileirão, todo mundo jogando contra todo mundo. Dentro do mesmo time, é só briga. Me emociona porque fico triste”. Raimundo Fagner, cantor de Cebola Cortada, Canteiros e Borbulhas de Amor, afaga tranças black power da colega, em gesto de solidariedade.

A cena acontece num hotel em Canela, Rio Grande do Sul, onde estrelas de várias grandezas se reúnem na semana de 20 de outubro para celebrar a chamada Festa Nacional da Música. É um convescote interno da comunidade musical, que reúne segmentos díspares da música nacional. Neste ano, aviões fretados partiram de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador carregando desde a histórica Angela Maria, cantora de Babalu, até o trio KLB, de pops adolescentes como Não Vou Desistir.

Se nos vários espaços do grande hotel o esforço contínuo é pela demonstração de alegria, a perplexidade diante da já arrastada decadência da indústria musical dá o tom inicial das discussões paralelas às festividades. Estamos num debate sobre a “PEC da Música”, uma proposta de emenda constitucional em tramitação no Congresso Nacional, que almeja conquistar imunidade tributária aos fonogramas produzidos no Brasil por artistas brasileiros, como já acontece em setores como o do livro e o dos templos religiosos.

Lá fora, a governadora tucana Yeda Crusius abre os trabalhos, abraça Preta Gil (cantora de Sinais de Fogo) e participa de uma roda de cantoria. Lá fora, os artistas de axé music fazem a festa numa série pocket shows cheios de encontros inusitados, mas nenhum deles participará de nenhum dos debates ao longo dos três dias de programação intensiva. Cá dentro, diretores de gravadoras e sociedades arrecadadoras de direitos autorais concentram energias em tentar convencer os não muitos artistas presentes a encorpar a luta pelo subsídio.

Um ou outro artista se soma à fileira dos mobilizados. “No começo todo mundo disse: ‘Pode contar comigo, vou levar meu Estado inteiro para Brasília’. Mas, quando mandei e-mails chamando, ninguém respondeu”, lamenta Leoni, ex-integrante do grupo Kid Abelha e co-autor de Fixação e Como Eu Quero. “Sou sempre eu que vou a Brasília, fico constrangido, parece até que é a ‘PEC do Leoni’.” Outros dos poucos engajados são Sandra de Sá e os não-presentes Frejat (integrante do Barão Vermelho em rocks acelerados como Bete Balanço e Por Que Que a Gente É Assim?) e Rosemary (integrante da jovem guarda com baladas e rocks iê-iê-iê como A Dança dos Brotos e Quero Ser Amada).

Sérgio Reis, cantor de Menino da Porteira, comanda a rejeição à idéia de ir fazer lobby político em Brasília. “Fui dez vezes falar com FHC, adiantou? Fica tudo na mesma, fui falar com a pessoa errada. Falo com Lula na hora que quero, ele é meu fã, quando eu falo ele me ouve. Mas adianta?”, pergunta. E lança conclusão surpreendente: “Eu vou é ser deputado federal por Minas Gerais, tenho conversado com Frank Aguiar (cantor de forró convertido em deputado federal). Todos nós estamos assustados com essa crise. Vamos todos nos candidatar, seremos 500 deputados”.

“Mas deixa um pouquinho para nós”, assusta-se o deputado petista Décio Lima (SC), um dos condutores da PEC, que participa do debate lado a lado com o tucano Otávio Leite (RJ), com quem troca muita simpatia e uma ou outra agulhada. “Você vai ser meu assessor especial”, Reis o tranqüiliza. Fagner cutuca: “A gente tem que lutar como artista, não é ir para a política. Lá, a maioria não deu certo”. “Pelo menos a gente ganha imunidade parlamentar”, devolve Reis, risonho.

No segundo dia, o encontro é entre artistas e o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o órgão que os representa na captação de direitos autorais pela execução pública de músicas Brasil afora. George Israel, integrante do Kid Abelha e saxofonista de Pintura Íntima e Por Que Não Eu?, repele o chamado à participação: “Eu não quero nem ligar para o Ecad. Meu trabalho não é esse, quero uma maior fluidez de informação”. A superintendente do Ecad, Glória Braga, tenta explicar que ele deve fazer reivindicações junto à associação de direitos autorais a que é filiado. “Mas eu não quero saber. Eu sou de um clube e quero usar a piscina, só”, o músico rebate.

Adiante, ele obedece ao tom solicitado pelo mediador das mesas, Carlos de Andrade, ex-dirigente de grandes gravadoras e hoje dono da gravadora independente Visom, de que “não é para jogar pedra no Ecad, gente, por favor”. “Eu também já xinguei o Ecad. Parei faz um tempo”, amacia Israel.

A classe política, poupada quando estava presente, no debate anterior, agora vai à berlinda. “Fui impedido de fazer comício, mas todas as campanhas usam nossas músicas em carros de som. Queria saber se o Ecad recebeu por isso”, protesta Paulinho, cantor de Companheiro É Companheiro na dupla sertaneja Cezar & Paulinho. “Tocam nossa música inteira, e a gente é proibido de dizer em quem vai votar.” O desagrado com a interrupção dos showmícios alastra-se pela platéia estrelada. “O fim do showmício foi uma perda de receita, realmente. Porque os partidos políticos pagavam, por incrível que pareça”, constata a superintendente do Ecad.

São abundantes as queixas contra o comportamento das emissoras de rádio e tevê, muitas delas controladas por políticos, muitas delas inadimplentes junto ao Ecad. Alguém vem cochichar no ouvido de Glória. A TV Globo está lá fora e precisa entrevistá-la rapidamente, agora. “Merece eu ir lá atendê-los, estamos na Justiça contra eles. Será que vão nos pagar?”, brinca Glória. E vai.

Fafá de Belém, cantora de Xamego, Maria Solidária e Nuvem de Lágrimas, tenta abordar o “espaço comprado nas rádios” para que elas toquem determinadas músicas, mas o mediador pula na frente: “Jabá não é assunto para a gente”. Adiante, Edmundo Souto, co-autor de Andança e dirigente de associação arrecadadora, comemora: “Estou feliz porque hoje ninguém falou que o Ecad é caixa-preta. Sempre é só porrada”.

Esse debate é polarizado por Eduardo Araujo, cantor de O Bom e Vem Quente Que Eu Estou Fervendo. Ele não é político, mas revela que é dono de uma emissora de rádio no Vale do Jequitinhonha, interior de Minas Gerais. E que está inadimplente com o Ecad, a mesma entidade de que depende na outra ponta, para receber direitos merecidos como autor.

“Minha rádio nunca me deu lucro nenhum, opera no vermelho até hoje. Fiquei cinco anos fora do ar e estou sendo cobrado por esses cinco anos. Não é que a gente não paga porque é sem-vergonha, é porque não pode”, reclama.

É rebatido indiretamente pelo editor de músicas Marcos Jucá: “Acho curioso que várias empresas usam da música para viver e estão sempre no vermelho”. “Sérgio Reis sabe da minha luta, eu estava devendo um absurdo, iam cassar a minha concessão”, prossegue Araujo.

Ele segue em tom de queixume, até a explosão de Fafá de Belém: “Então fecha, muda de negócio”. “Você está pensando em você, não no social”, protesta Araujo. “Não estou pensando em mim nada.” “Falou para eu fechar. Não se pode fazer caridade com o chapéu dos outros.”

O credor de si próprio critica o Ecad, ataca os debatedores, não deixa o assunto girar. “Vocês não querem fechar aspas”, grita, e sai, as botas de caubói pisando fortes no chão. Pepeu Gomes, autor de O Mal É o Que Sai da Boca do Homem, assiste às discussões em silêncio.

O tom de ladainha só irá mudar de rumo no último dia de debate, quando a Festa da Música recebe a visita de um representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vitor Hugo Ribeiro vem contar do cartão de crédito para pequenos e microempresários que o BNDES almeja popularizar também nos meios culturais, especificamente nos musicais. Explica que, com pagamento em até 36 vezes e juros de 1,14% ao mês, o benefício pode ser utilizado para prensagem de CDs, compra de equipamentos musicais e de gravação, ônibus de turnê.

Só pode financiar disco já gravado? A produção do CD não pode?”, quer saber Gretchen, intérprete de Freak le Boom Boom e Melô do Piripiri e atualmente cantora de forró. Ribeiro explica que o BNDES não financia serviços, só bens palpáveis.

A mesma pergunta é repetida minutos depois por Belchior, autor de Como Nossos PaisVelha Roupa Colorida (sucessos também na voz da gaúcha Elis Regina, que ele homenageará nos shows de encerramento, antes de cantar e tocar em companhia de Angela Maria e Pepeu Gomes) e Paralelas. Ribeiro explica de novo. Gretchen insiste, o queixume ecoa pela sala, há quem se mostre inconformado por o Estado não ser paternalista o suficiente para financiar o processo todo, de ponta a ponta.

O editor Jucá batuca na mesma tecla, queixa-se que o BNDES financia apenas “a ponta do iceberg”. Mas logo corrige a rota: “É tão fácil que nós não estamos acreditando”.

“Maravilha, maravilha”, espanta-se Belchior.

(*) O jornalista viajou a convite da organização da Festa Nacional da Música.

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13 Respostas to “A MPB no divã”

  1. Orlando Ferreira Says:

    Muito bonita essa prosa sobre deitar a MPB no divã! Achei algumas dessas passagens muito informadas e corretas do ponto de vista factual e, já agora, emocional também – porque afinal é de música que se trata, não é, não? Só fica a faltar… a música, justamente! Fica aqui o link de uma rádio que eu escuto a toda a hora:
    http://cotonete.clix.pt/ouvir/radios/tematica.aspx?id=6

  2. sylvio de oliveira Says:

    Prezado Pedro:
    Preciso entrar em contato com voce. Pode me passar seu email?
    grato
    sylvio

  3. Pedro Alexandre Sanches Says:

    Olá, Sylvio. É pas@cartacapital.com.br.

  4. guto Says:

    Pedro, fui assistir ao show do Lenine. Você assistiu? A propósito até escrevi um negócio no meu blog mas gostaria que você desse sua opinião sobre esse novo integrante do condomínio da MPB
    Fui assistir à estréia do Lenine no Sesc Pinheiros, do show Labiata. Cenário lindo, luz ruim e figurino estranho para um show musicalmente irretocável: porrada! O guitarrista Jr Tostoi é um monstro do novo time de guitarrista e te faz dividir a atenção com o violão único do Lenine. O Pantico Rocha (parceiro do artista de longa data) e o baixista Guila mostram-se entrosados e o show repleto de músicas novas funciona muito bem. Lenine tirou Paciência do set list. E só faz concessões das mais conhecidas no Bis. Não é incrível?
    Não. Não é incrível! Incrível e deprimente é ouvir o discurso do Lenine. No meio do show ele diz “que precisa falar”: Ele passa uns cinco minutos rasgando seda e fazendo juras de amor para a empresa Natura que patrocina o “projeto” disco e turnê. Não bastassem mulheres distribuindo brindes na entrada do teatro, e um discurso equivocado do cantor, o público ainda teve que assistir a um vídeo do cantor falando da sua arte ligada ao conceito da empresa no foyer do teatro.
    Meu Deus, mas desde quando o patrocinador é tão generoso com o artista se ele tem seus impostos abatidos pela Lei Rouanet? Lá pelo meio do discurso, Lenine diz que graças ao patrocinador generoso foi possível lançar um disco super bem produzido em CD e LP. Eu delirei e saí louco para comprar o bolachão… Sabem qual o valor do LP? Cento e vinte reias! A Natura possibilitou ao público ter acesso ao disco do Lenine em LP por 120 reais…
    Lembro-me que certa vez o Jota Quest lançou um disco chamado Oxigênio. O disco coincidia com o conceito da campanha publictária da Fanta Laranja. E alguns mebros do grupo pintaram o cabelo de Laranja. Foi deprimente. Ótimo que bons artistas viabilizem seus projetos através dos patrocinadores mas não é possível que precisa fazer tudo isso em compensação. Triste.
    Evidentemente a mente é como um baú
    E homem decide o que nele guardar
    Mas a razão prevalece,
    Impõe seus limites
    E ele se permite esquecer de lembrar,
    Esquecer de lembrar
    É como se passasse a vida inteira
    Eternizando a miragem
    É como o capuz negro
    Que cega o falcão selvagem,
    O falcão selvagem
    Se na cabeça do homem tem um porão
    Onde moram o instinto e a repressão
    (diz aí)
    O que tem no sótão?
    Dessa vez, Lenine que tem uma carreira das mais belas que qualquer artista brasileiro, mergulha de cabeça à tentação perigosa do conforto. Como é que ele vai sair dessa armadilha?
    Já sei que tem negunho louco para enfiar a faca no meu fígado e rebater: e se fosse um artista da sua empresa? Não sei se eu teria peito para resistir. Mas eu esperava que ele resistisse.
    Lenine faz discurso pelas mulheres no show. O disco chama-se Labiata que segundo se diz, se justificaria porque Lenine é fanático coleccionador de orquídeas, com uma colecção que alimenta há oito anos e que ronda as 2.500 plantas. Lenine decidiu chamar o álbum de “Labiata”, até porque há mais em comum entre esta flor e a música popular brasileira do que se possa imaginar. Coincidentemente a contracapa do encarte do disco é semelhante a logo do patrocinador. Percebe? Você passa a desconfiar de tudo.
    Seria cobrar de mais do Lenine se ele vive no país que tem o Lula sem força para quebar as maiores injusticas assisitidas a séculos? No show, Lenine canta duas do disco “Olho de Peixe” que ele fez com o Marcos Suzanno que diz assim:
    Acredite ou Não – que no cofre da polícia muita prova se escondeu. Alô Polícia Federal, cadê os discos rígidos do Daniel Dantas?
    Mas talvez a música mais adequada ao repertório do show seja “Lá e Lô”: Tanto faz ser pirata ou rei/ O reinado de um rei/ Nas mãos de um pirata de lei,/ Se apaga/ Tanto faz ser rei ou pirata/A nau do pirata/ Nas mãos de um rei de lata,/ Se afoga
    Acredite ou não, ele há de dar a volta e sair dessa. Meus heróis não podem mais morrer de overdose. É ele mesmo quem diz: Não se submeta!

  5. Márcia W. Says:

    Guto,
    estou horrorizada com o teu relato! E como você citou músicas do meu disco preferido do Lenine, vou te parodiar e (me-nos) perguntar se ele está interpretando de uma forma bem reduzida o “eu quero mais erosão e menos granito”…

  6. Pedro Alexandre Sanches Says:

    Oi, Guto, legal sua mensagem, você discute alguns temas que, confesso, não haviam passado pela minha cabeça, em relação ao Lenine e ao “Labiata” (eu não fui ao show, não, viajei no fim-de-semana).

    No geral, acho que a gente até precisa, er, naturalizar um pouco essas imbricações entre “arte” e “publicidade” (ou, no caso do lado de cá, “jornalismo” e “publicidade”), não porque eu concorde ou discorde delas (claro que também não vejo com olhos satisfeitos, e às vezes o cinismo assusta, como parece que assustou a Márcia W.), mas porque em muitos casos essa relação está presente e é camuflada (ou enrustida, para usar um termo kassabista). Quero dizer, entre muita propaganda disfarçada que tem por aí e o Lenine fazendo discurso sobre o “amor” que ele tem pela Natura, qual será o pior?…

    Mas, dito isso, duas coisas que você sacou me chamam muito a atenção, e concordo que sejam meio de olhar desanimadamente para o condomínio-blindado-MPB. Uma é pensar que “Labiata”, orquídea etc. possam significar não a criatividade do Lenine, mas a necessidade do Lenine de se adaptar à extrema “bondade fiscal” da Natura. Se for isso mesmo, é dose, não?

    Outra é o lance do preço do vinil, produzido graças ao naco de dinheiro que a Natura abocanhou do Estado. Realmente não faz sentido, 120 reais por algo que enfia nossa goela abaixo as qualidades e generosidades da Natura, difundidas com dinheiro “economizado” junto ao Estado? Hum…

    Aliás, caso idêntico é um que está agora aqui nas minhas mãos, o livro “300 Discos Importantes da Música Brasileira”, coordenado pelo Charles Gavin. É um negoção impressionante, tamanho de capa de vinil, centenas de reproduções de capas dentro etc. Foi “patrocinado” pela Petrobras. E dão “de presente” para jornalistas, feito eu, e sei lá mais quem. E, para o consumidor que quiser comprar este subproduto “cultural” do petróleo, sabe quanto custa? 230 reais. Ah, mas “parte da renda da venda do livro será doada ao Instituto Sou da Paz”, diz o release. Mora?

  7. Eduard Says:

    Podem falar oque quiser Mais No sangre corre as musicas De Roberto Carlos!

  8. Márcia W. Says:

    Pois é, Pedro & Guto,
    fiquei passada à ferro e mais que tudo porque sou fã do Lenine e o Guto disse que o show é ótimo. Aí que dói: uma cara já com a bagagem cheia de qualidades musicais e tal, conhecidíssimo do público, precisava mesmo passar por isso? Tem horas que dá o mó cansaço….
    Aliás, Pedro, ouvi que agora no Brasa só existe uma unicazinha fábrica de vinil. Se for isso mesmo, o livro deveria se chamar os 300 últimos discos….

  9. Marcio Gaspar Says:

    ótimo relato do encontro de canela, pedro. mas diz aí: quanta mediocridade, hein? pra mim, tirando o bom texto jornalístico, não sobrou nada. dá um desânimo, uma preguiça… vou ali me matar e depois eu volto.

  10. Pedro Alexandre Sanches Says:

    É, Márcia, daqui a pouco nem fábrica de CD vai ter mais…

    Marcio, hahaha, sabe que concordo só em parte com você? Tenho feito críticas repetidas ao estado de “condomínio fechado” da MPB, e que sentido teriam essas críticas se eu não tentasse escapar dos meus próprios estados de “condomínio blindado”? Fui lá, me senti peixe fora d’água, paguei uns micos, mas sabe que posso dizer que aprendi um bocado?

    Uma das coisas que não saem mais da minha cabeça, e que tem a ver com a próxima matéria (amanhã nas bancas), é que, goste eu ou não, aquelas “MPBs” que vi lá parecem tão mais próximas da vida real do que as MPBs de “condomínio fechado” com que estou mais habituado… Tomando o exemplo do Lenine, citado acima pelo Guto e pela Márcia W., será que a Festa da Música é mais medíocre porque não tinha Lenines? E se, ao contrário, os Lenines é que se mediocrizassem ao estacionarem “acima” das festas das músicas?

  11. Pablo Quintana Says:

    Meu Deus, essa reunião parece uma ‘We are the world’ bizarro. Aliás, eles podiam fazer um “We are the world” pra salvar a eles mesmos.

  12. mafra Says:

    surreal isso. devia virar um curta. um curta doidão, aliás: “cê tá pensando que eu sou lóki???”.

  13. Pedro Alexandre Sanches Says:

    Pablo, lembra do “Chega de Mágoa”?… Naquela época, anos 80, a seca no Nordeste parecia um dos maiores problemas do Brasil… Aliás, será que acabou a seca no Nordeste?…

    Mafra, hahahaha, a trilha sonora estaria desde já garantida, né? Será que alguém se habilita?

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