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	<title>Comentários sobre: Maria Rita, voz &amp; artifício</title>
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	<description>blog musical de Pedro Alexandre Sanches</description>
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		<title>Por: Luís Lobo (Lisboa)</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-164</link>
		<dc:creator>Luís Lobo (Lisboa)</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 16:22:21 +0000</pubDate>
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		<description>Queria dar os parabéns à Maria Rita pelo espectáculo do passado dia 24 de Junho no Coliseu de Lisboa. &quot;Samba Meu&quot; é um disco de festa ao passa que &quot;Maria Rita&quot; é um disco diferente, mais jazzistico e também de grande qualidade. 

Não sei porque é que os agentes de Maria Rita não escolheram uma sexta feira ou fim de semana para os espectáculos em Lisboa. Os espectáculos foram à terça e quarta, e penso que por isso a sala não estava cheia. Além disso os espectáculos foram anunciados muito em cima da hora. Esta FABULOSA CANTORA MERECIA MAIS.

Espero pelo próximo disco.

Um abraço sincero e agradecido de Portugal!!

Luís Lobo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Queria dar os parabéns à Maria Rita pelo espectáculo do passado dia 24 de Junho no Coliseu de Lisboa. &#8220;Samba Meu&#8221; é um disco de festa ao passa que &#8220;Maria Rita&#8221; é um disco diferente, mais jazzistico e também de grande qualidade. </p>
<p>Não sei porque é que os agentes de Maria Rita não escolheram uma sexta feira ou fim de semana para os espectáculos em Lisboa. Os espectáculos foram à terça e quarta, e penso que por isso a sala não estava cheia. Além disso os espectáculos foram anunciados muito em cima da hora. Esta FABULOSA CANTORA MERECIA MAIS.</p>
<p>Espero pelo próximo disco.</p>
<p>Um abraço sincero e agradecido de Portugal!!</p>
<p>Luís Lobo</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Alexandre Sanches</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-53</link>
		<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 14:59:58 +0000</pubDate>
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		<description>Oi, Daniela, obrigado pelas palavras carinhosas! Agora eu tô nessa, tentando manejar simultaneamente minhas duas torres gêmeas, hahaha.

Esse estranhamento seu (se bem entendi) com o terceiro disco da Maria Rita é bacana também, não?, afinal, quem foi que disse que a gente tem que gostar de quem a gente gosta (ou vice-versa, não gostar de quem não gosta) o tempo inteiro, 24h por dia, 365 (ou 6) dias por ano? De repente, colocar matiz nesses sentimentos é até conceder mais riqueza ainda ao(s) objeto(s) dos nossos (des)amores, não?

Ai, será que, depois de tanta quarentena, já podemos falar o nome da indizível? Elis Regina! Elis Regina! Elis Regina! Pronto, desabafei, haha...

Porque tem isso, sabe? Só ouço esse blablablá cansativo de que a moça imita a mãe, mas na hora em que ela resolve peitar a mãe, e decretar que &quot;é melhor ser alegre que ser triste&quot;... Um monte de gente assusta, fica ressabiado, combate a moça, né?... Vai entender nossas (des)avenças com nossos (des)ídolos... Ainda somos os mesmos e vivemos...?

Enfim, obrigado, Daniela, pelos outros comentários, e um abraço pro Dafne!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Daniela, obrigado pelas palavras carinhosas! Agora eu tô nessa, tentando manejar simultaneamente minhas duas torres gêmeas, hahaha.</p>
<p>Esse estranhamento seu (se bem entendi) com o terceiro disco da Maria Rita é bacana também, não?, afinal, quem foi que disse que a gente tem que gostar de quem a gente gosta (ou vice-versa, não gostar de quem não gosta) o tempo inteiro, 24h por dia, 365 (ou 6) dias por ano? De repente, colocar matiz nesses sentimentos é até conceder mais riqueza ainda ao(s) objeto(s) dos nossos (des)amores, não?</p>
<p>Ai, será que, depois de tanta quarentena, já podemos falar o nome da indizível? Elis Regina! Elis Regina! Elis Regina! Pronto, desabafei, haha&#8230;</p>
<p>Porque tem isso, sabe? Só ouço esse blablablá cansativo de que a moça imita a mãe, mas na hora em que ela resolve peitar a mãe, e decretar que &#8220;é melhor ser alegre que ser triste&#8221;&#8230; Um monte de gente assusta, fica ressabiado, combate a moça, né?&#8230; Vai entender nossas (des)avenças com nossos (des)ídolos&#8230; Ainda somos os mesmos e vivemos&#8230;?</p>
<p>Enfim, obrigado, Daniela, pelos outros comentários, e um abraço pro Dafne!</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniela Sequeira</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-52</link>
		<dc:creator>Daniela Sequeira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 12:36:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=6#comment-52</guid>
		<description>Oi Pedro! Gostei muito do seu espaço novo! Meu amigo Dafne (Sampaio) sempre fala do seu blog e decidi me aventurar pelas suas páginas hoje e ADOREI! Fiquei muito tocada com a matéria do Clube da Esquina (quero muito &quot;rearranjar&quot; meus ouvidos pra ouvir essa turma com menos &quot;nãos&quot;) e também com essa do RUÍDO sobre a Maria Rita. Não vou negar: ADORO a moça desde o primeiro disco e confesso que fiquei um tanto atordoada com o último. Tenho gostado mais e devo admitir que, com o tempo,  achei interessante a mudança de rumo. Tenho profunda admiração por você-sabe-quem, mas acho que Maria Rita tem cara e carreira própria. Enfim, gostei de perceber que você também acha, mas, mais do que isso, que está disposto sempre a rever. Postura valiosa! Conte comigo agora nos dois blogs!
Um beijo carinhoso, 
Daniela
PS: Também gostei muito da matéria &quot;paragramatical&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Pedro! Gostei muito do seu espaço novo! Meu amigo Dafne (Sampaio) sempre fala do seu blog e decidi me aventurar pelas suas páginas hoje e ADOREI! Fiquei muito tocada com a matéria do Clube da Esquina (quero muito &#8220;rearranjar&#8221; meus ouvidos pra ouvir essa turma com menos &#8220;nãos&#8221;) e também com essa do RUÍDO sobre a Maria Rita. Não vou negar: ADORO a moça desde o primeiro disco e confesso que fiquei um tanto atordoada com o último. Tenho gostado mais e devo admitir que, com o tempo,  achei interessante a mudança de rumo. Tenho profunda admiração por você-sabe-quem, mas acho que Maria Rita tem cara e carreira própria. Enfim, gostei de perceber que você também acha, mas, mais do que isso, que está disposto sempre a rever. Postura valiosa! Conte comigo agora nos dois blogs!<br />
Um beijo carinhoso,<br />
Daniela<br />
PS: Também gostei muito da matéria &#8220;paragramatical&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Alexandre Sanches</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-51</link>
		<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 22:16:29 +0000</pubDate>
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		<description>Hum, uns comentários com um jeitão de fã-clube, hein?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hum, uns comentários com um jeitão de fã-clube, hein?&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jamilee</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-50</link>
		<dc:creator>jamilee</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 22:00:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=6#comment-50</guid>
		<description>Maria Rita é uma extraordinária artista da música e dos palcos que fará história no cenário artístico sem  sombra de dúvida. Poderia mesmo  ser aquela menina rica, fina, elegante, mimada, guardada a sete chaves, sofisticada e distante. Mas não é. É simples e carismática, não tem espírito de celebridade intocável e poderia ter, gosta do povo, do morro, do samba, dos sambistas, da velha guarda, da Lapa, de Sampa,  dos artistas, do Rapa, do enfoque social, venera os ícones, adora Milton que adora Elis, mas também Los Hermanos, Lins, Maranhão, todos os jovens para quem abre portas monumentais com o prestígio de seu carisma,  ama as damas da televisão e as grandes cantoras que cantaram com Elis e respeita profundamente os de sua geração, tem um exército de fans cada dia mais delirantes, é notável no palco com seu modo de cantar samba, mpb, jazz, 
latino, bolero, o que cantar, tem uma alegria  e ao mesmo tempo uma emoção sem limites quando canta e quando chora cantando.  É isso tudo a Maria Rita. Gostar ou não, aí é uma questão de cada um. Mas todo mundo terá que se render ao fenômeno Maria Rita luminosa, filha maravilhosa de Elis Regina Carvalho Costa e Cesar Camargo Mariano, irmã dos Elisianos João Marcelo e  Pedro e mais de Marcelão e Luiza, todos músicos galáticos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maria Rita é uma extraordinária artista da música e dos palcos que fará história no cenário artístico sem  sombra de dúvida. Poderia mesmo  ser aquela menina rica, fina, elegante, mimada, guardada a sete chaves, sofisticada e distante. Mas não é. É simples e carismática, não tem espírito de celebridade intocável e poderia ter, gosta do povo, do morro, do samba, dos sambistas, da velha guarda, da Lapa, de Sampa,  dos artistas, do Rapa, do enfoque social, venera os ícones, adora Milton que adora Elis, mas também Los Hermanos, Lins, Maranhão, todos os jovens para quem abre portas monumentais com o prestígio de seu carisma,  ama as damas da televisão e as grandes cantoras que cantaram com Elis e respeita profundamente os de sua geração, tem um exército de fans cada dia mais delirantes, é notável no palco com seu modo de cantar samba, mpb, jazz,<br />
latino, bolero, o que cantar, tem uma alegria  e ao mesmo tempo uma emoção sem limites quando canta e quando chora cantando.  É isso tudo a Maria Rita. Gostar ou não, aí é uma questão de cada um. Mas todo mundo terá que se render ao fenômeno Maria Rita luminosa, filha maravilhosa de Elis Regina Carvalho Costa e Cesar Camargo Mariano, irmã dos Elisianos João Marcelo e  Pedro e mais de Marcelão e Luiza, todos músicos galáticos.</p>
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	<item>
		<title>Por: luana</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-48</link>
		<dc:creator>luana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 04:37:37 +0000</pubDate>
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		<description>Guto, o problema no altas horas com dona Ivone Lara não foi culpa da Maria Rita não, é que nesses especiais do programa em que um artista leva convidados, esses convidados só cantam uma música e saem.Com a saúde já debilitada ela não anda com tanta firmeza, e alguém da produção não teve a brilhante idéia de fazer um comercial quando a música acabasse, então a dona Ivone teve que sair do palco à seus passos-bem devagar- ao vivo, com todas as atenções voltadas à ela depois de catar uma só canção.No momento me pareceu mais que a Maria Rita se sentiu constrangida com a situação do que de ter sido desleixo dela, pois a Lecy Brandão se apresentou nesse mesmo programa com a Maria Rita e até chorou diante das homenagens da platéia puxadas por ela e por lázaro ramos-que tbm estava presente.Ao meu ver foi mais constrangimento pela situação bizarra que a dona Ivone estava passando do que desprezo, se você a conhecesse saberia que não foi nada disso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Guto, o problema no altas horas com dona Ivone Lara não foi culpa da Maria Rita não, é que nesses especiais do programa em que um artista leva convidados, esses convidados só cantam uma música e saem.Com a saúde já debilitada ela não anda com tanta firmeza, e alguém da produção não teve a brilhante idéia de fazer um comercial quando a música acabasse, então a dona Ivone teve que sair do palco à seus passos-bem devagar- ao vivo, com todas as atenções voltadas à ela depois de catar uma só canção.No momento me pareceu mais que a Maria Rita se sentiu constrangida com a situação do que de ter sido desleixo dela, pois a Lecy Brandão se apresentou nesse mesmo programa com a Maria Rita e até chorou diante das homenagens da platéia puxadas por ela e por lázaro ramos-que tbm estava presente.Ao meu ver foi mais constrangimento pela situação bizarra que a dona Ivone estava passando do que desprezo, se você a conhecesse saberia que não foi nada disso&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Alexandre Sanches</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-46</link>
		<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 20:15:16 +0000</pubDate>
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		<description>Guto, perfeitamente compreensível esse sentimento de &quot;não sei se gosto tanto dela ainda&quot;, não? Afinal, quem disse que a gente precisa saber? Se eu pensar que até hoje, por exemplo, ainda não sei direito o que sinto por uma tal sra. chamada você-sabe-quem...

Janaina, tudo certo (como dois e dois são cinco), então! Concordantes na discordância, e vice-versa! (Ah, sobre o &quot;América Brasil&quot; do Seu Jorge, seria temerário eu dar palpite assim de chofre, sem estar com o disco grudado nos fones de ouvido... Mas qualquer hora ele pinta por aqui, esperaí.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Guto, perfeitamente compreensível esse sentimento de &#8220;não sei se gosto tanto dela ainda&#8221;, não? Afinal, quem disse que a gente precisa saber? Se eu pensar que até hoje, por exemplo, ainda não sei direito o que sinto por uma tal sra. chamada você-sabe-quem&#8230;</p>
<p>Janaina, tudo certo (como dois e dois são cinco), então! Concordantes na discordância, e vice-versa! (Ah, sobre o &#8220;América Brasil&#8221; do Seu Jorge, seria temerário eu dar palpite assim de chofre, sem estar com o disco grudado nos fones de ouvido&#8230; Mas qualquer hora ele pinta por aqui, esperaí.)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Janaina Faustino</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-45</link>
		<dc:creator>Janaina Faustino</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 18:34:46 +0000</pubDate>
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		<description>Oi, Pedro, como vai?
Tudo bem, não há qualquer problema em discordar da minha opinião! Acho que não podemos e nem queremos concordar com tudo, né? 
Pensamos parecido em alguns aspectos e completamente diferente em relação a outros, o que considero ótimo. Toda crítica implica em valoração e envolve a escolha de determinados critérios de análise. O processo é assim, não há como fugir disso. Durante todo o tempo estamos valorando - seja de forma positiva, negativa ou de ambas as maneiras -, classificando ou posicionando um artista, através de nossos discursos e falas, em determinado lugar. Acabei lembrando agora do Paulo César de Araújo, que você citou ao responder a mensagem de algum colega aqui. Ainda pensando essa questão da valoração, o que considero fantástico no &quot;Eu não sou cachorro, não&quot; é o fato de o Araújo ter mostrado como os &quot;cafonas&quot; permaneceram em uma espécie de &#039;não-lugar&#039; tanto para a historiografia sobre música popular quanto para a crítica. Porque não foram enquadrados nem na corrente da &#039;tradição&#039; e nem na da &#039;modernidade&#039;, sendo simplesmente esquecidos. Com o tempo, então, descobriremos qual terá - ou se terá - sido o papel de Maria Rita neste processo, neste movimento de revisão das hierarquizações e dos cânones sobre o qual falamos em outro momento. Vamos perceber, ainda, qual lugar caberá a ela, só pra lembrar mais uma vez o Araújo. Mas eu continuo pensando da mesma forma sobre a trajetória dela até aqui. E, no meu caso, não é por preguiça analítica ou comodismo, mas exatamente pelo contrário. Um abraço pra você, Janaina.

A propósito, o que você achou do &quot;América Brasil o Disco&quot;, de Seu Jorge?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Pedro, como vai?<br />
Tudo bem, não há qualquer problema em discordar da minha opinião! Acho que não podemos e nem queremos concordar com tudo, né?<br />
Pensamos parecido em alguns aspectos e completamente diferente em relação a outros, o que considero ótimo. Toda crítica implica em valoração e envolve a escolha de determinados critérios de análise. O processo é assim, não há como fugir disso. Durante todo o tempo estamos valorando &#8211; seja de forma positiva, negativa ou de ambas as maneiras -, classificando ou posicionando um artista, através de nossos discursos e falas, em determinado lugar. Acabei lembrando agora do Paulo César de Araújo, que você citou ao responder a mensagem de algum colega aqui. Ainda pensando essa questão da valoração, o que considero fantástico no &#8220;Eu não sou cachorro, não&#8221; é o fato de o Araújo ter mostrado como os &#8220;cafonas&#8221; permaneceram em uma espécie de &#8216;não-lugar&#8217; tanto para a historiografia sobre música popular quanto para a crítica. Porque não foram enquadrados nem na corrente da &#8216;tradição&#8217; e nem na da &#8216;modernidade&#8217;, sendo simplesmente esquecidos. Com o tempo, então, descobriremos qual terá &#8211; ou se terá &#8211; sido o papel de Maria Rita neste processo, neste movimento de revisão das hierarquizações e dos cânones sobre o qual falamos em outro momento. Vamos perceber, ainda, qual lugar caberá a ela, só pra lembrar mais uma vez o Araújo. Mas eu continuo pensando da mesma forma sobre a trajetória dela até aqui. E, no meu caso, não é por preguiça analítica ou comodismo, mas exatamente pelo contrário. Um abraço pra você, Janaina.</p>
<p>A propósito, o que você achou do &#8220;América Brasil o Disco&#8221;, de Seu Jorge?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: guto</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-43</link>
		<dc:creator>guto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 17:32:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=6#comment-43</guid>
		<description>Pedro,
Todo mundo que me diz que viu Maria Rita se derreteu. a moça deve ter esse Q de Elis Regina mesmo. Mas o que se vê na tv não é a melhor coisa... tem um ímã ao vivo que deve realmente funcionar. Quem sabe uma nova legião de fãs como tiveram os Los Hermanos. Mas não se se vc a viu no Serginho Groisman a falta de cuidado (quase desprezo) com a Dona Ivone Lara. Ela foi chamada para fazer uma participação especial no lançamento desse cd e tão logo a Dona Ivone terminou a música ela foi saindo sem a mínima atenção da moça. Fica uma coisa muito forçada.... enfim, não sei se eu gosto tanto dela ainda...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro,<br />
Todo mundo que me diz que viu Maria Rita se derreteu. a moça deve ter esse Q de Elis Regina mesmo. Mas o que se vê na tv não é a melhor coisa&#8230; tem um ímã ao vivo que deve realmente funcionar. Quem sabe uma nova legião de fãs como tiveram os Los Hermanos. Mas não se se vc a viu no Serginho Groisman a falta de cuidado (quase desprezo) com a Dona Ivone Lara. Ela foi chamada para fazer uma participação especial no lançamento desse cd e tão logo a Dona Ivone terminou a música ela foi saindo sem a mínima atenção da moça. Fica uma coisa muito forçada&#8230;. enfim, não sei se eu gosto tanto dela ainda&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Alexandre Sanches</title>
		<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/03/18/maria-rita-voz-artificio/#comment-40</link>
		<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 16:52:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pedroalexandresanches.wordpress.com/?p=6#comment-40</guid>
		<description>Eduardo, certamente, viva a(s) diferença(s)!

Janaina, agora entendi melhor sua opinião sobre Maria Rita, mas olhe, não concordo contigo nesse ponto, não, viu? Indo mais na direção apontada pelo Hilario (obrigado pelo comentário carinhoso, Hilario!), eu acredito que esse hábito de tomarmos Maria Rita (ou outro artista qualquer) sempre e exclusivamente sob o prisma da comparação com a mãe não faz mais que ocultar (e meio mal) um profundo comodismo e uma colossal preguiça analítica da nossa parte.

OK, as semelhanças da artista em questão com todo-mundo-sabe-quem talvez revelem algum tipo de limitação dela, mas e a insistência nossa em bater sempre e apenas em todo-mundo-sabe-qual-tecla? Não revela algo análogo, uma limitação analítica nossa, ou no mínimo uma resistência em trilhar caminhos ainda não percorridos, para lá do arroz-com-feijão que todo mundo já comeu? (Nesse sentido, Hilario, agradeço você ter percebido minha indisposição em comparar ou mesmo em citar todo-mundo-sabe-quem, que ela foi proposital mesmo...)

Também não concordo, Janaina, com essa classificação de Maria Rita como &quot;clone malfeito&quot;, ou mesmo como &quot;clone&quot;, meramente, de você-sabe-quem. Ora, nós não somos &quot;clones&quot; dos nossos pais, nós somos... FILHOS deles!!! Se Caetano e Bethânia não tivessem tido a &quot;sorte&quot; de serem filhos de pais não-&quot;famosos&quot;, será que eles não estariam até hoje sendo xingados de &quot;clones malfeitos&quot; da Dona Canô? 

Gabi, Luana, obrigado pelos depoimentos. Interessante esse ponto do &quot;xiitismo&quot; que você mencionou, Luana, acho que nunca é demais a gente sempre prestar atenção nesse ponto, né?

Querida Adriana F., obrigado! Estamos sempre &quot;pelaí&quot;, êê!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, certamente, viva a(s) diferença(s)!</p>
<p>Janaina, agora entendi melhor sua opinião sobre Maria Rita, mas olhe, não concordo contigo nesse ponto, não, viu? Indo mais na direção apontada pelo Hilario (obrigado pelo comentário carinhoso, Hilario!), eu acredito que esse hábito de tomarmos Maria Rita (ou outro artista qualquer) sempre e exclusivamente sob o prisma da comparação com a mãe não faz mais que ocultar (e meio mal) um profundo comodismo e uma colossal preguiça analítica da nossa parte.</p>
<p>OK, as semelhanças da artista em questão com todo-mundo-sabe-quem talvez revelem algum tipo de limitação dela, mas e a insistência nossa em bater sempre e apenas em todo-mundo-sabe-qual-tecla? Não revela algo análogo, uma limitação analítica nossa, ou no mínimo uma resistência em trilhar caminhos ainda não percorridos, para lá do arroz-com-feijão que todo mundo já comeu? (Nesse sentido, Hilario, agradeço você ter percebido minha indisposição em comparar ou mesmo em citar todo-mundo-sabe-quem, que ela foi proposital mesmo&#8230;)</p>
<p>Também não concordo, Janaina, com essa classificação de Maria Rita como &#8220;clone malfeito&#8221;, ou mesmo como &#8220;clone&#8221;, meramente, de você-sabe-quem. Ora, nós não somos &#8220;clones&#8221; dos nossos pais, nós somos&#8230; FILHOS deles!!! Se Caetano e Bethânia não tivessem tido a &#8220;sorte&#8221; de serem filhos de pais não-&#8221;famosos&#8221;, será que eles não estariam até hoje sendo xingados de &#8220;clones malfeitos&#8221; da Dona Canô? </p>
<p>Gabi, Luana, obrigado pelos depoimentos. Interessante esse ponto do &#8220;xiitismo&#8221; que você mencionou, Luana, acho que nunca é demais a gente sempre prestar atenção nesse ponto, né?</p>
<p>Querida Adriana F., obrigado! Estamos sempre &#8220;pelaí&#8221;, êê!</p>
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